A escalada do conflito no Irã e as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos estão redesenhando o mapa do comércio de petróleo. Com o Oriente Médio em ebulição e o mercado americano mais fechado, o Brasil viu suas exportações para a Ásia mais que dobrarem.
Índia e Indonésia lideram o movimento, com aumentos superiores a 100% na compra do óleo brasileiro. Os dois países, que dependiam fortemente dos barris produzidos na região do Golfo, agora miram o Atlântico Sul como alternativa estratégica.
O cenário, segundo analistas, é uma janela de oportunidade para o setor. A diversificação de clientes reduz a vulnerabilidade do Brasil a choques externos e fortalece a posição do país como fornecedor confiável em tempos de instabilidade.
Na política, o tema deve ecoar em Brasília e nos palanques de 2026. A pauta energética, antes restrita a técnicos, ganha contornos eleitorais — e candidatos como João Henrique Caldas (JHC), pré-candidato ao governo de Alagoas, já sinalizam interesse em discutir o papel do estado na cadeia produtiva.
O próximo passo é observar se o movimento se sustenta com a queda dos preços internacionais e se o governo federal conseguirá transformar o momento em política de Estado de longo prazo.
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