Um ex-cabo da Polícia Militar de Alagoas (PM-AL) foi preso preventivamente na manhã desta terça-feira (4) em Maceió, suspeito de aplicar o golpe do falso PIX. As investigações apontam que o ex-militar, identificado como Marconi José dos Santos, de 42 anos, acumula 31 denúncias contra ele. A prisão foi realizada pela Polícia Civil, que já investigava o suspeito por uma série de estelionatos.
De acordo com a delegada Camila Chacon, o ex-cabo utilizava a farda da Polícia Militar como ferramenta para ludibriar as vítimas e transmitir credibilidade. Entre os alvos estão comerciantes, como donos de depósitos de bebidas e materiais de construção, além de uma garota de programa. O prejuízo causado por cada golpe é estimado em cerca de R$ 5 mil por estabelecimento comercial, mas o valor total ainda está sendo levantado pela polícia.
Histórico de expulsão e reincidência
Marconi José ingressou na PM em 2006, mas foi excluído da corporação em setembro de 2022, após análise do Conselho de Disciplina. A Polícia Militar informou que a expulsão ocorreu depois de uma prisão em flagrante em 2016, quando o suspeito foi detido por aplicar golpes em estabelecimentos de Maceió, Rio Largo e São Miguel dos Campos. A delegada Camila Chacon destacou que a medida expulsória foi motivada justamente por essa situação de flagrante, reforçando o padrão criminoso do suspeito.
O caso ganha contornos mais graves diante do histórico de reincidência. As 31 denúncias contra Marconi José indicam uma atuação contínua, mesmo após a expulsão da corporação. A investigação segue em andamento para identificar todas as vítimas e dimensionar o prejuízo total.
Panorama de golpes e segurança pública
Este caso reflete uma tendência preocupante de golpes financeiros que utilizam símbolos de autoridade para enganar vítimas. Recentemente, em Alagoas, outras operações policiais já haviam desarticulado esquemas semelhantes, como a prisão de um ex-PM em Maceió suspeito de aplicar golpes do falso PIX usando farda do Bope, e a operação que prendeu suspeitos ligados ao Comando Vermelho com arsenal e fardas falsas da Polícia Civil. Esses episódios evidenciam a criatividade criminosa e a necessidade de vigilância por parte da população e das autoridades.
Além disso, golpes contra grupos vulneráveis, como jovens atletas de escolinhas de futebol, que perderam R$ 80 mil, e o desvio de R$ 5 milhões de contas bancárias em quatro estados, mostram a diversidade de alvos e métodos. A atuação da Polícia Civil, com operações interestaduais e prisões preventivas, tem sido fundamental para conter esses crimes, mas a prevenção ainda depende de informação e cautela por parte dos cidadãos.
O suspeito foi encaminhado para o Complexo de Delegacias Especializadas, no bairro da Mangabeiras, em Maceió, onde permanece preso. A polícia solicita que outras possíveis vítimas procurem as autoridades para formalizar denúncias.
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