Sinteal denuncia censura em posse de gestores escolares e critica gestão de Rodrigo Cunha em Maceió

O Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal) denunciou, nesta semana, um episódio de censura durante a cerimônia de posse dos novos gestores escolares da rede municipal de Maceió. Segundo a entidade, o dirigente sindical teve o direito à fala retirado pelo cerimonial do prefeito, em um ato que classificou como autoritário e revelador da postura da atual administração municipal, comandada por Rodrigo Cunha.

A cerimônia, que deveria celebrar a escolha democrática dos novos diretores e vice-diretores das escolas municipais, foi marcada por um clima de tensão. O Sinteal, que havia solicitado espaço para se manifestar, foi surpreendido com a negativa do cerimonial, que impediu o representante da categoria de usar a palavra. Para o sindicato, a atitude configura censura prévia e desrespeito ao direito de expressão dos trabalhadores da educação.

Um ato que expõe a fragilidade do diálogo

Em nota oficial, o Sinteal criticou duramente a gestão de Rodrigo Cunha, apontando que o episódio não é isolado, mas reflete uma prática recorrente de cerceamento e falta de diálogo com a categoria. A entidade lembrou que a posse de gestores escolares é um momento de importância simbólica para a comunidade escolar, pois representa a consolidação de um processo democrático. Ao impedir a fala do sindicato, a administração municipal demonstra, na avaliação do Sinteal, uma postura de desrespeito à autonomia e à participação dos profissionais da educação.

O sindicato também destacou que a gestão de Rodrigo Cunha tem sido marcada por uma série de medidas que prejudicam a educação municipal, como a falta de investimentos em infraestrutura, a precarização das condições de trabalho e a ausência de concursos públicos. A denúncia de censura, portanto, soma-se a um quadro mais amplo de insatisfação da categoria, que já havia sinalizado com possíveis mobilizações caso não haja avanços nas negociações.

Panorama político e reações

O episódio ocorre em um momento de efervescência política em Alagoas, com as eleições estaduais de 2026 se aproximando. A gestão de Rodrigo Cunha, que é uma figura em ascensão no cenário político local, tem sido alvo de críticas de diversos setores, não apenas do Sinteal. A denúncia de censura pode reforçar a percepção de que a administração municipal adota uma postura autoritária, o que pode ter repercussões nas urnas.

O Sinteal, por sua vez, afirmou que não vai recuar e que continuará lutando pelos direitos dos trabalhadores da educação. A entidade prometeu levar o caso às instâncias competentes, incluindo o Ministério Público, para que sejam tomadas as devidas providências. A categoria, que já enfrenta desafios diários nas salas de aula, agora também precisa lidar com a tentativa de silenciamento de suas lideranças.

Até o fechamento desta matéria, a prefeitura de Maceió não havia se manifestado oficialmente sobre a denúncia. O espaço segue aberto para esclarecimentos.

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