CNJ afasta Gabriela Hardt por atuação em acordo da Lava-Jato

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu afastar a magistrada Gabriela Hardt, em razão de sua atuação no acordo que destinava recursos da Petrobras a uma fundação ligada à força-tarefa da Lava Jato. A decisão foi tomada nesta terça-feira, após análise de processo disciplinar que apontou irregularidades na condução do caso.

A punição atinge diretamente a ex-juíza federal, que ficou conhecida por substituir Sergio Moro na 13ª Vara Federal de Curitiba. Segundo o CNJ, a magistrada teria ultrapassado limites legais ao homologar o acordo, que previa o repasse de valores a uma entidade privada sem a devida transparência.

A decisão repercute no meio jurídico e político, levantando questionamentos sobre a atuação de magistrados em acordos de colaboração e leniência. Gabriela Hardt nega qualquer irregularidade e afirma que agiu dentro da legalidade, mas o colegiado entendeu que houve desvio de finalidade.

O afastamento, que pode ser definitivo, abre precedente para revisão de outros acordos semelhantes firmados durante a operação. Nos bastidores, aliados da ex-juíza avaliam recorrer da decisão, enquanto críticos comemoram o que consideram um avanço no controle do Judiciário.

O próximo passo é a publicação do acórdão, que deve detalhar os fundamentos da punição e os efeitos práticos sobre a carreira de Gabriela Hardt. A expectativa é que o caso reacenda o debate sobre os limites da atuação judicial em operações de grande impacto político e econômico.

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