Educadores de Maceió denunciam nomeação de diretores escolares sem eleição e cobram transparência da Semed

Profissionais da educação de Maceió denunciam que a Secretaria Municipal de Educação (Semed) nomeou os novos diretores e vice-diretores das escolas municipais sem a realização de um processo de eleição. A nomeação dos dirigentes foi publicada no Diário Oficial do Município na última sexta-feira (31), e a posse foi oficializada em uma solenidade, conforme apurado pela reportagem da Folha de Alagoas.

A denúncia, feita por educadores que preferiram não se identificar, aponta que a escolha dos gestores ocorreu de forma unilateral, sem consulta à comunidade escolar. A prática contraria o princípio da gestão democrática, previsto na legislação educacional brasileira, que garante a participação de professores, alunos e pais no processo de escolha dos dirigentes escolares.

A Semed, por sua vez, ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso. A publicação no Diário Oficial lista os nomes dos novos diretores e vice-diretores, mas não detalha os critérios utilizados para a seleção. A falta de transparência gerou preocupação entre os educadores, que temem a interferência política na gestão das escolas e a descontinuidade de projetos pedagógicos.

Panorama político e educacional

O episódio ocorre em um contexto de disputa política no estado de Alagoas, com as eleições estaduais se aproximando. A gestão municipal de Maceió, sob a qual a Semed está subordinada, tem sido alvo de críticas por parte de setores da sociedade civil e de movimentos educacionais, que cobram maior participação popular nas decisões sobre a educação pública.

A nomeação de diretores sem eleição é um tema recorrente em diversos municípios brasileiros, mas a mobilização dos educadores de Maceió ganha destaque por ocorrer em um momento de atenção para a qualidade do ensino e a autonomia das escolas. Especialistas em educação alertam que a falta de processo eleitoral pode comprometer a gestão pedagógica e a relação entre a comunidade escolar e a administração pública.

A reportagem da Folha de Alagoas, assinada por Hemilly Souza, trouxe o caso à tona, e a repercussão nas redes sociais foi imediata, com pais, alunos e professores cobrando explicações da Semed. Até o fechamento desta matéria, a secretaria não havia emitido nota oficial.

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