A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, repercutiu nesta semana que a União Europeia deveria se concentrar em problemas reais, como crises econômicas e sociais, em vez de priorizar a militarização. A declaração foi dada em meio ao aumento dos gastos militares no bloco, que ela classificou como um desvio das questões urgentes que afetam os cidadãos europeus.
Zakharova ironizou a postura de Bruxelas, sugerindo que a UE parece mais interessada em alimentar tensões geopolíticas do que em resolver problemas internos, como inflação, desemprego e migração. A crítica surge em um momento em que países europeus ampliam orçamentos de defesa, pressionados pelo conflito na Ucrânia e pela retórica de segurança coletiva.
Para a representante russa, a militarização não apenas desvia recursos, mas também aprofunda divisões no continente. Ela defendeu que o diálogo e a cooperação econômica seriam caminhos mais eficazes para a estabilidade, em vez de uma corrida armamentista que, segundo ela, só beneficia interesses externos.
O próximo passo esperado é que a UE responda às declarações, possivelmente reafirmando sua política de defesa, enquanto Moscou deve manter o discurso crítico. A fala de Zakharova, no entanto, reforça o clima de confronto que domina as relações entre Rússia e Ocidente, com poucos sinais de aproximação no curto prazo.
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