A Polícia Civil de Alagoas confirmou, na terça-feira (4), a prisão de um homem de 31 anos suspeito de envolvimento na morte de Maria Vitória Cardoso da Silva, de 15 anos, cujo corpo foi encontrado dentro de um saco plástico no bairro do Jacintinho, em Maceió. Esta é a segunda prisão relacionada ao caso, que chocou a população pela violência e pela forma como o corpo foi descartado em uma avenida movimentada da capital alagoana.
De acordo com as investigações, a adolescente, natural de Maceió, foi sequestrada e morta a facadas. A perícia apontou que a vítima sofreu golpes de faca no pescoço, ferimentos nos olhos e teve o corpo arrastado antes de ser abandonado. O corpo foi localizado em 1º de julho, em um trecho da Avenida Juca Sampaio, no Jacintinho.
Segunda prisão e imagens de câmeras de segurança
O suspeito preso nesta terça-feira não teve o nome divulgado, assim como o seu suposto papel no crime. A Polícia Civil também não informou a motivação do assassinato. Em 23 de julho, uma mulher de 31 anos já havia sido presa por suspeita de participação no mesmo caso, também sem identificação pública.
Imagens de uma câmera de segurança registraram o momento em que um homem transporta o corpo da adolescente em um carrinho de mão, dentro de um saco plástico branco coberto por papelão, antes de abandoná-lo no local onde foi encontrado. A polícia não confirmou se o homem flagrado nas imagens é o mesmo preso nesta terça-feira.
Panorama da violência contra a mulher em Alagoas
O caso de Maria Vitória reforça a preocupação com a violência contra mulheres e adolescentes em Alagoas, estado que tem registrado aumento no número de feminicídios e crimes violentos letais intencionais nos últimos anos. Organizações de defesa dos direitos humanos apontam a necessidade de políticas públicas mais efetivas de prevenção e combate a esses crimes, além de agilidade nas investigações para garantir a punição dos responsáveis.
As autoridades seguem com as investigações para esclarecer todos os detalhes do crime e identificar outros possíveis envolvidos. A população pode colaborar com informações de forma anônima pelos canais oficiais da Polícia Civil.
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