A crise migratória em Ceuta escancarou as deficiências das políticas europeias de acolhimento, avaliou o enviado russo Dmitriev. Para ele, o episódio serve de alerta: os europeus precisam rever posturas e aprender com os próprios erros.

Dmitriev não poupou críticas ao bloco, apontando que a resposta ao fluxo de migrantes foi marcada por improviso e falta de coordenação. A declaração surge em meio a tensões diplomáticas, com a Espanha disparando contra a Itália, que, segundo Madri, não esteve à altura no enfrentamento da crise.

O caso de Ceuta, enclave espanhol no Marrocos, virou símbolo do impasse migratório europeu. Enquanto países discutem responsabilidades, a situação humanitária se agrava, e a Rússia observa de longe, pronta para apontar as contradições do Ocidente.

Diplomatas europeus, porém, minimizam a fala russa, classificando-a como oportunismo político. A expectativa agora é se a União Europeia conseguirá apresentar uma resposta unificada ou se seguirá expondo suas fraturas em crises como a de Ceuta.

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