O estereótipo de que o filho caçula é mais mimado ganha novos contornos em Alagoas, mas especialistas alertam: a ideia é um mito que pode causar danos reais. Terapeutas ouvidos pelo Agora Alagoas desmentem a generalização e apontam que o tratamento diferenciado, baseado apenas na ordem de nascimento, pode influenciar negativamente o desenvolvimento emocional e social das crianças.
Segundo os profissionais, a crença de que o mais novo recebe mais regalias e menos responsabilidades cria expectativas que acompanham o indivíduo até a vida adulta. O problema, destacam, não está no carinho ou na atenção dispensada, mas na perpetuação de rótulos que limitam a autonomia e a maturidade do caçula, gerando conflitos familiares e dificuldades de adaptação em ambientes externos.
A discussão repercute entre famílias alagoanas, que muitas vezes reproduzem o senso comum sem questionar suas consequências. Os terapeutas recomendam que pais e responsáveis evitem comparações entre irmãos e tratem cada filho de forma individualizada, considerando suas necessidades e personalidades, em vez de seguir padrões pré-estabelecidos.
O próximo passo, segundo os especialistas, é ampliar o debate sobre educação emocional no estado, com iniciativas que orientem as famílias a abandonar mitos e adotar práticas mais saudáveis. A expectativa é que, com mais informação, os estereótipos percam força e as relações familiares se tornem mais equilibradas.
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