Exportações para EUA caem 5% em julho, mês de anúncio de novo tarifaço

As exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 5% em julho, justamente no mês em que o governo americano anunciou um novo pacote de tarifas sobre produtos importados. O dado acende o alerta para o impacto da guerra comercial sobre a economia nacional, enquanto o governo busca calibrar a resposta sem prejudicar setores estratégicos.

Em contrapartida, as vendas para a China continuam em trajetória ascendente, com alta de 8,6% no mesmo período. A diferença de desempenho entre os dois mercados reforça a leitura de que a diversificação de parceiros comerciais se tornou uma necessidade diante do protecionismo crescente de Washington.

O cenário ocorre em meio a movimentações do governo federal, que relançou um plano de socorro para setores empresariais atingidos pelas tarifas. A proposta de reciprocidade também ganhou eco no Congresso, com o presidente da Câmara defendendo medidas firmes contra os EUA, mas com cautela para não afetar empregos.

Enquanto isso, o Palácio do Planalto aposta na chamada “guerra da verdade”, como definiu o presidente Lula, para defender a soberania brasileira diante da taxação de 25% imposta por Trump. A estratégia, no entanto, ainda depende de negociações e de uma resposta coordenada entre os Poderes.

O próximo passo deve ser a definição de uma agenda conjunta entre governo, indústria e Congresso para mitigar os efeitos do tarifaço e, ao mesmo tempo, aproveitar o crescimento do comércio com a China como contrapeso. A queda nas exportações para os EUA, ainda que pontual, sinaliza que o Brasil precisa acelerar a diversificação para não ficar refém de um único mercado.

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