A recente crise migratória em Ceuta, enclave espanhol no Marrocos, escancarou a fragmentação e a vulnerabilidade da União Europeia. A avaliação é de um professor ouvido pelo Agora Alagoas, que aponta a falta de uma política comum como o principal entrave para lidar com o aumento de chegadas.
O especialista destaca que a resposta ao fluxo de migrantes foi marcada por decisões unilaterais e tensões entre os Estados-membros, evidenciando a ausência de coesão no bloco. A situação em Ceuta, segundo ele, é um sintoma de um problema estrutural que tende a se repetir.
Para o professor, a vulnerabilidade da UE não está apenas nas fronteiras externas, mas na incapacidade de articular uma estratégia conjunta que equilibre solidariedade e controle. A crise, portanto, não é só humanitária, mas também política.
O cenário coloca pressão sobre os líderes europeus, que devem enfrentar o tema nas próximas cúpulas. A expectativa é que o episódio force um debate mais profundo sobre migração, mas a tendência, na avaliação do especialista, é de que as divergências internas continuem travando avanços concretos.
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