O governo espanhol, liderado por Pedro Sánchez, emitiu um ultimato à Itália para que revogue os controles de fronteira impostos recentemente. A medida, que afeta a livre circulação na União Europeia, foi classificada como desproporcional por Madri, que promete responder de forma ‘proporcional’ caso Roma não recue até o dia 9 de agosto.
A tensão entre os dois países cresce em meio a disputas migratórias e políticas internas. A Espanha argumenta que os controles italianos violam o espírito do acordo de Schengen, enquanto a Itália defende a medida como necessária para conter fluxos migratórios. O tom das declarações, no entanto, indica que o impasse pode escalar.
Diplomatas europeus acompanham o caso com apreensão, temendo que a disputa abra precedentes para outros países endurecerem suas fronteiras. A Comissão Europeia, até o momento, não se pronunciou oficialmente, mas fontes indicam que Bruxelas tenta mediar a crise nos bastidores.
O próximo passo esperado é uma reunião bilateral entre representantes dos dois governos antes do prazo estipulado. Caso a Itália mantenha a posição, a Espanha pode acionar instâncias jurídicas da UE ou adotar retaliações comerciais, o que colocaria à prova a coesão do bloco em um momento de fragilidade política.
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