O relatório final da Polícia Federal (PF) sobre o acidente com o avião da Voepass, que matou 62 pessoas em agosto de 2024, em Vinhedo (SP), resultou no indiciamento de 16 pessoas, incluindo o proprietário da companhia, diretores e funcionários operacionais. O documento foi divulgado durante coletiva de imprensa nesta quinta-feira (6). Com a conclusão da investigação, o caso entrará na fase judicial e será acompanhado pelo Ministério Público Federal (MPF), que irá analisar o relatório. Embora a PF tenha acusado 16 pessoas, o MPF poderá, por exemplo, mudar esse número — incluindo novos suspeitos ou retirando alguns.

Além disso, os indiciados serão ouvidos e deverão se defender na ação judicial. O g1 procurou o MPF para comentar as apurações, mas não teve resposta até a última atualização desta matéria. Em nota, a Voepass diz compreender que o relatório da Polícia Federal integra a fase investigatória e “aguardará os próximos desdobramentos processuais, e, se for o caso, exercerá plenamente seu direito de defesa, nos termos da legislação vigente”. A empresa também reiterou solidariedade às famílias das vítimas e afirmou que permanece à disposição das autoridades.

Próximos passos do caso

Com a conclusão do relatório da PF, o documento será entregue ao MPF, que irá analisar os indiciamentos e os fatos. Após a análise, o MPF dará um parecer. Há três caminhos possíveis: se o MPF entender que o relatório é suficiente para esclarecer os fatos e que os indiciamentos estão corretos, ele oferece denúncia contra os suspeitos; o MPF pode pedir novas apurações à PF ou, até mesmo, incluir ou retirar suspeitos apontados pelo relatório; ou o MPF pode pedir para arquivar o caso e encerrar a ação criminal.

O caso ganhou repercussão nacional e gerou comoção, especialmente entre as famílias das vítimas, que planejam uma ação coletiva contra a companhia. A queda do avião da Voepass, que ocorreu em agosto de 2024, segue sendo um dos acidentes aéreos mais graves da história recente do Brasil, e a conclusão do inquérito policial representa um passo importante para a responsabilização dos envolvidos.

Em meio a esse cenário, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) também informou que vai investigar os apontamentos da PF sobre a fiscalização da Voepass, enquanto um inspetor da agência presenciou falha no sistema de degelo em voo 11 meses antes da queda, o que pode indicar falhas na supervisão regulatória.

O desdobramento do caso agora depende da análise do MPF, que pode levar semanas ou meses. Enquanto isso, os 16 indiciados estão impedidos de deixar o Brasil, conforme decisão judicial. A expectativa é que o MPF se manifeste nos próximos meses, e, caso haja denúncia, os acusados serão citados para apresentar defesa, podendo o caso ir a júri popular, dependendo da tipificação dos crimes.

Fonte: ver noticia original

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *