O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta sexta-feira (7), durante um almoço com empresários e políticos em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, que tem divulgado “a roubalheira que acontece na mais alta cúpula do Judiciário Brasileiro”. A declaração foi feita sem apresentar provas ou especificar a quais integrantes ou episódios se referia.
“É isso que a gente está disputando”, disse o candidato do PL, em tom de campanha. Na sequência, Flávio Bolsonaro afirmou que seus adversários têm “pavor” da possibilidade de sua vitória na eleição e que estariam dispostos a agir para impedi-lo de chegar à Presidência. “Vocês entendem qual é o pavor daqueles que querem chegar e fazer a coisa certa, como nós vamos fazer? Vocês imaginam o que eles estão dispostos [a fazer] para impedir que nós, juntos, cheguemos lá em Brasília? Eles vão ultrapassar o limite da maldade”, declarou.
Discurso de resistência e menção ao pai
O candidato afirmou que pretende “resistir” durante os 57 dias restantes até a eleição e voltou a mencionar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “Vamos virar essa página triste da história. Vocês vão ver o presidente Bolsonaro subindo aquela rampa junto comigo”, projetou.
Durante o evento, Flávio Bolsonaro também disse que sua vida foi “virada do avesso”, mas sustentou que adversários não encontraram irregularidades contra ele e que não há nada que possa aparecer durante a campanha porque “ele não é filho do presidente Lula (PT)”. A fala reforça o tom de confronto com o atual governo e com o Judiciário, em um cenário político marcado por polarização e disputas institucionais.
O evento em São Caetano do Sul reuniu lideranças empresariais e políticas da região, em mais um movimento de articulação do candidato com setores estratégicos da sociedade. A ausência de provas nas acusações contra o Judiciário, no entanto, levanta questionamentos sobre o impacto dessas declarações no debate público e na confiança nas instituições.
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