Alagoas registrou uma queda de 33% nos casos de feminicídio, alcançando o menor número em dez anos. Os dados, divulgados nesta semana, refletem uma tendência positiva, mas acendem o alerta para a necessidade de manter e ampliar as políticas de proteção à mulher.
A redução é atribuída a ações integradas de segurança pública e ao fortalecimento das redes de apoio, como delegacias especializadas e medidas protetivas. No entanto, especialistas ponderam que o cenário ainda exige vigilância, já que a violência doméstica segue como um desafio estrutural no estado.
O resultado coloca Alagoas em destaque no cenário nacional, mas também levanta questionamentos sobre a sustentabilidade dessas conquistas. Organizações de defesa dos direitos das mulheres defendem que a queda não pode ser usada como justificativa para cortes orçamentários em programas sociais.
Para os próximos meses, a expectativa é que o governo estadual apresente um plano de continuidade, com foco em educação, capacitação de agentes e ampliação dos canais de denúncia. A política, contudo, deve se tornar pauta central nas discussões eleitorais de 2026, quando o tema deve ganhar ainda mais relevância.
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