Pesquisa Quaest divulgada nesta semana aponta que o presidente Lula lidera a disputa de segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro, com 44% das intenções de voto contra 39% do adversário. O levantamento, no entanto, revela um cenário de polarização com diferenças significativas quando o recorte é feito por região, renda, religião e escolaridade, mostrando que o PL vence entre evangélicos, eleitores do Sul e aqueles com ensino superior.
Os números indicam uma vantagem de cinco pontos percentuais para o atual chefe do Executivo, dentro da margem de erro de dois pontos para mais ou para menos. Apesar da liderança numérica, a pesquisa expõe um mapa eleitoral fragmentado, no qual a base de apoio do governo se concentra em determinados segmentos, enquanto a oposição demonstra força em outros, consolidando um quadro de disputa acirrada para o segundo turno.
Panorama regional e perfil do eleitorado
O levantamento detalha que o PL, partido do senador, vence em regiões específicas, como o Sul do país, e entre o eleitorado com maior nível de instrução formal. Nesse grupo, a preferência pelo candidato da oposição é mais expressiva, sugerindo que temas como economia e pautas de costumes têm ressonância distinta conforme o perfil social e educacional do eleitor.
Por outro lado, a pesquisa indica que o presidente Lula mantém vantagem em outras faixas de renda e regiões, reforçando a tese de que a eleição de 2026 será decidida voto a voto, com campanhas direcionadas para públicos específicos. A diferença entre os dois candidatos em segmentos como o eleitorado feminino e o Nordeste também é apontada como um fator crucial para o resultado final.
O cenário desenhado pela Quaest coloca em evidência a necessidade de as campanhas ampliarem o diálogo com setores onde há resistência. Para o governo, o desafio é reverter a desvantagem entre os evangélicos e no Sul, enquanto a oposição busca expandir sua base para além dos redutos onde já é majoritária, mirando o eleitorado de centro e as regiões onde o atual governo ainda tem aprovação relevante.
Especialistas ouvidos pelo portal Republica do Povo avaliam que o resultado reforça a polarização nacional e indica que a reta final da campanha será marcada por intensa disputa por fatias específicas do eleitorado, com destaque para a agenda econômica e a segurança pública. A pesquisa também serve de termômetro para as estratégias de comunicação das duas candidaturas, que devem intensificar a presença em estados-chave e em comunidades religiosas.
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