O ex-dirigente Paolo Maldini voltou a criticar publicamente a Federação Italiana de Futebol (FIGC), apontando falhas nos métodos de escolha de treinadores e em decisões recentes da entidade. Em entrevista divulgada neste domingo, ele revelou ter mantido conversas com os técnicos Pep Guardiola e Carlo Ancelotti, o que reacendeu o debate sobre os bastidores do comando técnico da seleção italiana.
Maldini, que atuou como diretor técnico em clubes italianos, afirmou que a federação não tem seguido critérios claros para definir seus treinadores, priorizando acordos políticos em vez de projetos esportivos. “Não há um plano de longo prazo. As escolhas são feitas de forma improvisada, e isso reflete nos resultados”, declarou, sem citar nomes específicos.
As revelações sobre as conversas com Guardiola e Ancelotti indicam que ambos foram sondados para assumir a seleção, mas as negociações não avançaram por desalinhamento de projetos. Guardiola, que comanda o Manchester City, teria demonstrado interesse, mas exigiu autonomia total na gestão técnica. Ancelotti, atualmente no Real Madrid, também foi procurado, mas preferiu permanecer no clube espanhol.
Panorama político e esportivo
O cenário reflete um momento de instabilidade no futebol italiano, que enfrenta críticas por sua gestão administrativa e resultados abaixo do esperado em competições internacionais. A FIGC, sob pressão da imprensa e de torcedores, tenta se reestruturar, mas esbarra em disputas internas e na falta de consenso sobre o perfil ideal de treinador.
Especialistas apontam que a falta de transparência nos processos de escolha tem afastado nomes de peso, enquanto federações de outros países, como Inglaterra e França, investem em projetos de longo prazo. A situação também levanta questionamentos sobre a influência política nas decisões esportivas, um problema recorrente em várias entidades.
Maldini, que construiu carreira como jogador e dirigente, encerrou a entrevista pedindo uma reforma profunda na federação: “É preciso ouvir quem entende de futebol, não apenas quem ocupa cargos por indicação”. A declaração ecoa entre torcedores e analistas, que aguardam os próximos passos da FIGC.
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