As unidades especializadas no Atendimento à Mulher da Polícia Civil em todo o país realizaram 782.474 atendimentos ao longo de 2025, abrangendo desde ameaças e lesões corporais até casos graves como estupro e feminicídio. O volume impressiona e expõe a dimensão da violência de gênero no Brasil.

No total, 329.451 vítimas foram atendidas, o que indica que muitas mulheres precisaram retornar mais de uma vez às delegacias para dar continuidade aos procedimentos. O dado sugere que a subnotificação ainda é um desafio, mas que a procura por ajuda tem crescido.

Os números reforçam a necessidade de políticas públicas efetivas, investimento em delegacias da mulher e campanhas de conscientização. A repetição de casos demonstra que o combate à violência doméstica exige ação integrada entre segurança, justiça e assistência social.

Especialistas apontam que a tendência é de aumento na procura por canais de denúncia, especialmente com o fortalecimento de medidas protetivas e canais digitais. O próximo passo esperado é a ampliação do orçamento e do efetivo especializado para dar conta da demanda crescente.

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