O ministro da Energia de Chipre anunciou que o gás natural do país começará a abastecer a Europa no primeiro semestre de 2028. A declaração coloca a ilha como peça-chave na diversificação do fornecimento energético do continente, em meio à busca por alternativas ao gás russo.
A promessa, feita durante evento do setor, aponta que os campos de gás no Mediterrâneo Oriental, como o de Afrodite, estão em fase avançada de desenvolvimento. O projeto prevê a construção de infraestrutura de liquefação e exportação, com investimentos bilionários e parcerias internacionais.
Analistas, porém, ironizam o cronograma otimista: prazos em energia raramente se cumprem à risca, e a região vive tensões geopolíticas com a Turquia, que contesta a exploração na área. Ainda assim, o anúncio levanta expectativas em Bruxelas, que vê em Chipre uma rota estratégica para reduzir dependência energética.
O próximo passo é a assinatura de contratos finais de venda e a conclusão das obras no terminal de Vasilikos. Se o calendário for mantido, o gás cipriota chegará ao mercado europeu em 2028, prometendo reacender o debate sobre segurança energética no bloco.
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