Os seis pré-candidatos ao governo do Distrito Federal participaram neste domingo (9) do primeiro debate eleitoral para as eleições de 2026, promovido pela Band e mediado pelos jornalistas Rodrigo Orengo e Lara Canepa. O encontro, que ocorre antes do prazo final para a formalização das candidaturas na Justiça Eleitoral, marcado para o próximo sábado (15), reuniu Celina Leão (PP), José Roberto Arruda (PSD), Kiko Caputo (Novo), Leandro Grass (PT), Paula Belmonte (PSDB) e Ricardo Cappelli (PSB) em um confronto de propostas que abordou desde a crise financeira do BRB até a segurança pública e a mobilidade urbana.
O debate foi estruturado em quatro blocos, começando com uma pergunta única e direta a todos os participantes: “Qual deve ser a principal marca que pretende deixar como legado de sua gestão para o Distrito Federal?”. As respostas iniciais já delinearam as prioridades de cada projeto. Kiko Caputo focou em serviços básicos, prometendo “devolver uma saúde digna para a nossa população, mobilidade urbana, regularização fundiária, devolver a tranquilidade que nós tínhamos para circular pelas vias da nossa cidade, sem medo de um morador de rua, de um assalto, de um traficante”. Em seguida, Paula Belmonte defendeu uma gestão pautada pela ética, afirmando que deseja “mostrar que a ética, a honestidade, ela é fundamental para a nossa sociedade. Fortalecer princípios e valores, defendendo as nossas crianças com uma escola de qualidade”.
Saúde, finanças e infraestrutura dominam o primeiro bloco
A terceira resposta veio de José Roberto Arruda, que priorizou o equilíbrio fiscal e a saúde, com metas ambiciosas. Ele afirmou que pretende “cortar gastos e botar as contas em dia, salvar o BRB e botar ordem na saúde”, citando a contratação de 1 mil médicos, a construção de quatro hospitais e de quatro novas linhas de Metrô. A atual governadora e candidata à reeleição, Celina Leão, rebateu o histórico de gestões anteriores e defendeu seu mandato, afirmando que herdou “dois grandes problemas” – o “desequilíbrio financeiro” e a “grave crise do BRB”. Ela destacou: “Diferente de muitos candidatos que falavam do banco, que falavam realmente mal do banco, para que o banco viesse a quebrar, a gente veio para resgatar esse patrimônio”.
O formato do debate, que alternou perguntas diretas entre os candidatos e questionamentos gravados de eleitores sobre temas prioritários para o DF, proporcionou um embate mais dinâmico. No segundo bloco, os pré-candidatos responderam a demandas da população, enquanto o terceiro bloco trouxe uma nova rodada de perguntas diretas, seguida das considerações finais de cada participante. O evento serviu como um termômetro para as eleições de 2026, em um cenário onde a sucessão no Distrito Federal promete ser uma das mais disputadas do país, envolvendo nomes com diferentes perfis e trajetórias políticas.
O debate acontece em um momento de definições importantes no calendário eleitoral. Com o prazo para os partidos formalizarem os nomes na Justiça Eleitoral se encerrando no próximo sábado (15), a população do DF começa a conhecer melhor as propostas e o perfil dos postulantes ao Palácio do Buriti. A disputa, que envolve desde a atual governadora até ex-governadores e representantes de partidos de diferentes espectros ideológicos, deve se intensificar nas próximas semanas, com novos encontros e a campanha oficial.
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