O programa Desenrola Adimplentes finalmente começa a valer nesta segunda-feira, após uma série de ajustes feitos para convencer os bancos a aderirem à iniciativa. Lançado há mais de um mês, o projeto enfrentou resistência do setor financeiro, que pedia mudanças no desenho original para reduzir riscos e ampliar a participação.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) confirmou que o ‘desenho evoluiu’ e que as instituições estão mais confortáveis com as novas regras. O governo, por sua vez, aposta na renegociação de dívidas para injetar fôlego na economia e aliviar o bolso do consumidor, que ainda sente os efeitos da inflação e dos juros altos.

Na prática, a expectativa é que milhões de brasileiros consigam quitar débitos com descontos e parcelamentos mais flexíveis. Mas o sucesso do programa depende da adesão em massa dos bancos, que até agora demonstravam ceticismo quanto à viabilidade financeira da operação.

O próximo passo é monitorar a procura nos primeiros dias e avaliar se os descontos oferecidos são atrativos o suficiente para tirar o programa do papel. Nos bastidores, o governo já admite que novos ajustes podem ser necessários caso a adesão fique abaixo do esperado.

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