PF mira esquema de R$ 117 milhões no Iprev de Maceió e complica pré-candidatura de JHC

Agentes da Polícia Federal estiveram na sede do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió (Iprev) nesta segunda-feira (10), em meio às denúncias envolvendo aplicações de aproximadamente R$ 117 milhões no Banco Master realizadas durante a gestão do ex-prefeito João Henrique Caldas (JHC). A PF não divulgou informações sobre o motivo da diligência nem sobre o que foi recolhido no local.

A operação ocorre em um momento delicado para JHC, que é pré-candidato ao governo de Alagoas em 2026. As suspeitas giram em torno de investimentos feitos pelo Iprev no Banco Master, que também é alvo de outras investigações, incluindo uma cooperação internacional autorizada pelo STF para rastrear bens no exterior.

O caso ganhou novos contornos com o adiamento do depoimento de Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro, dono do Banco Master, o que amplia o mistério sobre as negociações. Enquanto isso, o ministro da Fazenda já denunciou que o BRB transferiu R$ 12 milhões ao Master e recebeu um “guardanapo” em troca, elevando o tom das suspeitas sobre o grupo financeiro.

Para JHC, o avanço das investigações pode se tornar um obstáculo na corrida estadual, já que o caso Iprev tende a dominar o debate político nas próximas semanas. A expectativa é que a PF se manifeste oficialmente nos próximos dias, enquanto a defesa do ex-prefeito acompanha os desdobramentos.

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