A Polícia Federal passou a investigar as aplicações financeiras do Instituto de Previdência de Alagoas (Iprev) nos fundos Master e Nest Eagle, após denúncia formal de entidades que representam servidores públicos. Sindprev, Movimento Unificado dos Servidores de Maceió e CUT/AL apontaram suspeitas sobre investimentos milionários e sobre o papel da consultoria Crédito e Mercado na gestão dos recursos previdenciários.
Os denunciantes questionam a legalidade e a transparência das operações, que envolvem valores expressivos do fundo previdenciário. A atuação da consultoria, contratada para orientar os investimentos, também entrou no radar das investigações, sob suspeita de conflito de interesses ou de gestão temerária.
A PF agora analisa documentos e movimentações para apurar se houve irregularidades na alocação dos recursos. O caso ganha contornos políticos em Alagoas, já que o Iprev é um dos principais fundos estaduais e qualquer prejuízo afeta diretamente a aposentadoria de milhares de servidores.
O próximo passo é a oitiva dos envolvidos e a quebra de sigilos, caso a Justiça autorize. A expectativa é que a investigação avance nos próximos meses, enquanto as entidades cobram respostas rápidas e a devolução de eventuais perdas.
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