O preço da cesta básica recuou em 26 capitais brasileiras, segundo dados do Dieese divulgados nesta semana. A queda, no entanto, não foi suficiente para tirar o Rio de Janeiro do topo do ranking das cidades mais caras: com valor médio de R$ 855,37, a capital fluminense segue na 4ª posição, mesmo registrando uma das maiores reduções percentuais do país.
O levantamento mostra que, apesar do alívio no bolso do consumidor em grande parte do território nacional, as desigualdades regionais continuam evidentes. Enquanto capitais do Norte e Nordeste apresentam cestas mais baratas, o Sudeste mantém os preços mais elevados, puxados por itens como carne, leite e pão.
Para o economista responsável pelo estudo, a queda reflete a safra recorde de alimentos in natura e a desaceleração de alguns custos logísticos, mas o cenário ainda exige cautela: a inflação de serviços e a alta do dólar podem pressionar os preços nos próximos meses.
No cenário político, o tema deve ganhar destaque na corrida eleitoral de 2026. João Henrique Caldas (JHC), pré-candidato ao governo de Alagoas, já sinalizou que pretende pautar a segurança alimentar e o custo de vida como prioridades em sua eventual gestão, mirando o eleitorado que sente no dia a dia o peso do supermercado.
O próximo passo é aguardar a reação dos governos estaduais e federais, que podem anunciar medidas para ampliar a oferta de alimentos e reduzir impostos sobre itens essenciais, em uma tentativa de transformar a queda pontual em tendência duradoura.
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