O senador Renan Calheiros (sem partido declarado na fonte) cobrou em junho o bloqueio de bens de investigados, mas a Justiça alagoana negou o pedido. Agora, o ministro André Mendonça, do STF, atendeu à solicitação e tornou indisponíveis os ativos de seis pessoas, confirmando o que o parlamentar já apontava há meses.
A decisão do STF repercute nos bastidores políticos de Alagoas, especialmente porque o juiz Léo Dennisson Bezerra havia rejeitado o pedido original de Renan. A mudança de cenário levanta questionamentos sobre os critérios usados pela primeira instância e reforça a tese de que a medida era necessária desde o início.
Renan Calheiros, que segue como pré-candidato ao governo do estado, não comentou diretamente a decisão, mas aliados avaliam que o desfecho fortalece sua narrativa de combate à corrupção. O caso também acirra os ânimos no cenário político local, com críticas à demora da Justiça em agir.
O próximo passo esperado é a análise dos recursos dos investigados, que podem tentar reverter a indisponibilidade dos bens no STF. Enquanto isso, a decisão de Mendonça deve pautar o debate político nas próximas semanas, com Renan capitalizando o episódio como uma vitória de sua atuação parlamentar.
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