A aproximação entre Brasil e Índia ganha contornos de aliança estratégica, com potencial para reconfigurar o equilíbrio de forças no chamado Sul Global. A sinergia entre as duas potências emergentes é vista como um antídoto contra os impactos de crises globais e uma via para ampliar a autonomia geopolítica de ambos.
Nos bastidores, a articulação é tratada como um novo motor para o bloco de países em desenvolvimento. A ideia é que, unidos, Brasil e Índia consigam negociar em pé de igualdade com as economias centrais, reduzindo a vulnerabilidade a sanções, flutuações de mercado e pressões diplomáticas externas.
A movimentação ocorre em um momento em que o multilateralismo tradicional enfrenta desgaste. A parceria, portanto, não se limita ao campo comercial: envolve coordenação em fóruns como BRICS e ONU, além de projetos conjuntos em tecnologia, energia e defesa.
Para analistas, o próximo passo é transformar o discurso em ações concretas, como acordos de facilitação de investimentos e cooperação em cadeias produtivas. Se avançar, a aliança pode se tornar um contrapeso real à polarização entre Estados Unidos e China, reposicionando o Sul Global no tabuleiro internacional.
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