Seis pessoas são investigadas pela Polícia Federal por possíveis irregularidades na aplicação de R$ 97 milhões do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió (Iprev) em letras financeiras emitidas pelo Banco Master. A operação, autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), cumpre oito mandados de busca e apreensão em Alagoas e São Paulo, além de sequestro de bens e bloqueio de valores dos investigados até o limite de R$ 97 milhões.
Entre os investigados estão o ex-diretor-presidente do instituto, o então coordenador-geral de investimentos, integrantes da estrutura de governança do Iprev, o CEO de uma consultoria que prestava assessoria ao órgão e o atual secretário municipal de Fazenda de Maceió. A PF apura duas aplicações feitas pelo Iprev em letras financeiras emitidas pelo Banco Master: a primeira, de R$ 80 milhões, em 2023, e a segunda, de R$ 17 milhões, em 2024, totalizando os R$ 97 milhões.
Quem são os investigados e o que a PF apura
Ronnie Reyner Teixeira Mota, ex-diretor-presidente do Iprev, era a principal autoridade do instituto no período das aplicações. Segundo o inquérito, ele assinou as autorizações que formalizaram os aportes investigados. Gustavo Antônio Rodrigues de Souza, cunhado de Ronnie Reyner, era coordenador-geral de Investimentos do Iprev e, de acordo com a investigação, atuava na análise técnica das propostas e no encaminhamento dos processos para decisão.
Renan Calamia, dirigente e principal interlocutor técnico da Crédito & Mercado, empresa que prestava assessoria ao Iprev, é investigado por supostamente atuar como elo entre a consultoria e o instituto. A PF apura se a empresa agiu de forma independente na avaliação das aplicações ou se houve direcionamento para beneficiar o Banco Master. Marília Alexandre de Lima Alves, que integrava a estrutura de governança e deliberação dos investimentos do Iprev, teria participado de decisões e recomendações relacionadas às operações investigadas. Marcelo Brasileiro Santos, participante do Comitê de Investimentos e signatário de documento que recomendou a realização de investimentos oriundos do Banco Master, também está entre os alvos. Por fim, João Felipe Alves Borges, atual secretário municipal de Fazenda de Maceió, completa a lista de investigados.
Panorama da investigação
Na sede do Iprev, em Maceió, os agentes apreenderam documentos e computadores. A investigação busca reconstruir todo o processo que levou à decisão de investir os recursos, incluindo o credenciamento do banco, a cotação, a análise de risco, os procedimentos de governança e a aprovação dos aportes. A operação desta segunda-feira (10) é mais um desdobramento do caso que já motivou outras ações da PF e da Controladoria-Geral da União (CGU), como a apuração sobre a aplicação de R$ 97 milhões do Iprev no Banco Master e o bloqueio de bens de secretário de Maceió e ex-presidente do IPREV, determinado pelo STF.
O caso ganhou repercussão nacional após o senador Renan Calheiros cobrar responsabilização por R$ 117 milhões do Iprev, valor que inclui os R$ 97 milhões agora sob investigação. A operação expõe uma crise na gestão municipal de Maceió, com possíveis falhas na governança de investimentos públicos e na supervisão de órgãos de previdência. As investigações seguem em sigilo, mas a PF já sinalizou que novas medidas podem ser adotadas para esclarecer os fatos e responsabilizar os envolvidos.
Fonte: ver noticia original


[…] Federal já investiga seis pessoas por suposto envolvimento no esquema, conforme noticiou o Republica do Povo. O avanço da apuração sobre JHC pode respingar diretamente em sua pré-candidatura ao governo […]