A Polícia Federal investiga se o IPREV tentou regularizar, em 2026, um aporte de R$ 80 milhões feito no Banco Master três anos antes. Um ofício assinado pelo atual presidente do instituto afirma que a instituição financeira estava habilitada quando recebeu os recursos. A investigação, porém, sustenta que o Master só entrou na lista do Ministério da Previdência depois do primeiro investimento.
O documento agora é alvo de análise para descobrir quem produziu e revisou a resposta enviada à PF. A suspeita é de que a justificativa tenha sido montada para dar aparência de legalidade a uma operação que, na visão dos investigadores, ocorreu fora das regras vigentes à época.
A diferença de datas é o ponto central do inquérito. Se o banco não estava habilitado no momento do aporte, a aplicação dos recursos do fundo previdenciário pode configurar irregularidade administrativa ou até crime, dependendo do que for comprovado.
O próximo passo é a oitiva dos envolvidos na elaboração do ofício e a comparação com os registros oficiais do Ministério da Previdência. O caso deve ganhar novos capítulos nas próximas semanas, com a PF buscando esclarecer se houve tentativa de maquiar o histórico da operação.
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