A Polícia Científica de Alagoas confirmou nesta quarta-feira (12) a presença de metomil, um inseticida de uso agrícola, em três amostras de bebidas analisadas no caso de intoxicação coletiva em Pariconha. O laudo, concluído pelo Laboratório de Química e Toxicologia Forense, reforça as suspeitas de contaminação intencional ou acidental na região do Sertão.
O perito criminal Thalmanny Goulart, chefe do laboratório, detalhou que os exames identificaram o composto químico em parte do material coletado. A substância é altamente tóxica e já foi associada a outros episódios de envenenamento no estado, como o caso que vitimou uma pessoa em feira livre no Sertão, noticiado anteriormente.
A confirmação do metomil levanta alerta para a manipulação de agrotóxicos fora do ambiente controlado. Autoridades locais agora aguardam a conclusão do inquérito para determinar responsabilidades e possíveis novas vítimas. O caso segue sob sigilo, mas a expectativa é de que novas diligências ocorram nos próximos dias.
Enquanto isso, a população de Pariconha permanece em estado de atenção, e a polícia não descarta a hipótese de crime doloso. O próximo passo deve ser a oitiva de testemunhas e a análise de outras amostras coletadas no local, que podem ampliar o alcance da contaminação.
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