Adversários atacam Flávio Bolsonaro por pós-graduação inexistente: ‘mente no currículo’

Uma reportagem do g1 publicada nesta quarta-feira (12) revelou que páginas oficiais do Senado e da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) citam uma pós-graduação em Ciências Políticas na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) que o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro não concluiu. A informação também constava em uma biografia enviada pela própria campanha do candidato. A revelação gerou reações imediatas de adversários na corrida presidencial, que classificaram o episódio como ‘constrangedor’ e ‘humilhante’.

A campanha de Flávio Bolsonaro afirmou que as informações são ‘erros ou equívocos, possivelmente extraídos de páginas como a Wikipedia’. No entanto, a UFRJ já havia informado ao g1 que não possui registros de que o candidato tenha estudado na instituição. O caso levanta questionamentos sobre a veracidade das informações divulgadas em canais oficiais e sobre a conduta do candidato em relação ao seu histórico acadêmico.

Repercussão entre adversários

O candidato Renan Santos, do partido Missão, ironizou a situação e afirmou que o episódio demonstra ‘má-fé’ por parte de Flávio Bolsonaro. Em nota enviada à imprensa, Renan lembrou que aliados do senador haviam questionado sua própria formação na Universidade de São Paulo (USP). ‘Estou vendo com muito humor e com muita curiosidade o Flávio Bolsonaro, que botou seus cachorros para dizerem que o Renan não se formou na USP, querendo me diminuir, agora demonstrando a má-fé dele. Agora a gente descobre que a tal da pós-graduação dele na UFRJ não existiu’, afirmou. Ele ainda ironizou: ‘Que situação constrangedora, Flávio. Que situação humilhante você ficar simulando e inventando coisas para praticamente tudo. Você já vai dizer que obteve onde o diploma? Na Copenhague?’.

O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, do PSD, também criticou duramente o candidato. Em publicação no X, Caiado comparou a situação à de um médico que inclui uma especialização falsa no currículo e, por isso, é punido com a perda do registro profissional. ‘Se um médico coloca especialização falsa no currículo, perde o CRM. Na vida pública, parece que virou só ‘erro de digitação’. Quem mente no currículo não tem compromisso com a verdade na hora de governar. Isso é um fato!’, escreveu. Até o fechamento desta reportagem, os demais candidatos à Presidência não haviam se manifestado sobre o assunto.

Panorama político e impacto

O episódio ocorre em um momento de acirramento da disputa presidencial, em que a confiança e a transparência dos candidatos são temas centrais. A revelação sobre a pós-graduação inexistente pode reforçar críticas à conduta de Flávio Bolsonaro, que já enfrenta questionamentos sobre sua trajetória política e acadêmica. A situação também coloca em evidência a necessidade de verificação rigorosa das informações divulgadas em páginas oficiais, que deveriam ser fontes confiáveis para o eleitorado. Enquanto isso, a campanha do candidato tenta minimizar o caso, mas a repercussão negativa pode influenciar a percepção pública sobre sua credibilidade.

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