A Rússia condenou à prisão Conor Kennedy, marido da cantora brasileira Giulia Be e filho do secretário de Saúde dos Estados Unidos, Robert Kennedy Jr., em um julgamento à revelia realizado pelo tribunal distrital de Basmanny, em Moscou. A decisão, anunciada na quarta-feira (12), colocou o nome de Conor em uma lista de procurados, mas ele não deve ser preso, pois o processo ocorre sem sua presença e sem possibilidade de extradição imediata.
O caso ganha contornos de disputa geopolítica, uma vez que a Rússia tem usado a justiça para atingir figuras ligadas a países ocidentais em meio ao conflito na Ucrânia. A acusação contra Conor Kennedy, que não teve detalhes divulgados oficialmente, está relacionada à sua suposta participação como mercenário no front ucraniano, segundo informações preliminares.
Repercussão e contexto internacional
A condenação ocorre em um momento de alta tensão entre Moscou e Washington, com sanções econômicas e trocas de acusações sobre a guerra. A família Kennedy, tradicionalmente influente na política americana, agora se vê no centro de um caso que mistura direito internacional, propaganda e relações bilaterais.
Especialistas apontam que a decisão russa tem caráter simbólico, servindo como ferramenta de pressão política e midiática. A ausência de um tratado de extradição entre os dois países torna a prisão de Conor Kennedy improvável, mas o caso pode afetar sua imagem pública e gerar atritos diplomáticos adicionais.
Enquanto isso, a cantora Giulia Be, que ganhou destaque no cenário musical brasileiro, não se manifestou publicamente sobre a decisão. O casal, que mantém uma relação de alto perfil, agora enfrenta um cenário de incertezas jurídicas e políticas.
O tribunal de Basmanny, conhecido por julgar casos sensíveis envolvendo opositores do Kremlin, já havia emitido ordens de prisão contra outras personalidades ocidentais, reforçando a estratégia russa de usar o sistema judiciário como arma política.
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