As mulheres seguem em desvantagem no mercado de trabalho formal, mas o fosso está diminuindo. Segundo dados da Rais Mensal de junho, elas ocupam 46,4% dos postos formais no país. Entre janeiro de 2023 e junho deste ano, foram criados 10,1 milhões de novos vínculos, dos quais 5,8 milhões foram preenchidos por mulheres.
O avanço é resultado, em parte, de políticas públicas voltadas à autonomia financeira feminina. Em Maceió, por exemplo, o programa Banco da Mulher Empreendedora já capacitou duas mil mulheres, como parte de uma iniciativa que busca ampliar a inserção feminina no mercado e reduzir a dependência econômica.
Apesar do progresso, os números ainda escancaram uma realidade desigual: as mulheres continuam sub-representadas em setores de maior remuneração e enfrentam barreiras estruturais, como a dupla jornada e a falta de creches. Especialistas apontam que a redução da diferença, embora positiva, não pode ser comemorada como vitória definitiva.
O cenário coloca pressão sobre os pré-candidatos ao governo de Alagoas, como João Henrique Caldas (JHC), que precisarão apresentar propostas concretas para acelerar a inclusão feminina no mercado formal. A expectativa é que o tema ganhe destaque nos debates eleitorais de 2026, com cobranças por políticas de apoio à maternidade e qualificação profissional.
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