João Henrique Caldas (JHC), ex-prefeito de Maceió, virou o personagem capaz de mudar o tabuleiro político de Alagoas em 2026. Pré-candidato ao governo do estado, ele aparece em uma posição inusitada: mantém diálogo com o presidente Lula e, ao mesmo tempo, coleciona atritos com o presidente da Câmara, Arthur Lira.
O movimento de JHC não passou despercebido pelos adversários. O senador Renan Calheiros já o atacou publicamente, usando termos como “reborn” e “ventríloquo”, em meio à escalada da tensão política local. A leitura de bastidores é que a entrada do ex-prefeito na disputa tira o sono de quem já se via confortável na sucessão estadual.
Enquanto isso, a gestão municipal de Maceió segue no centro de polêmicas. O Sinteal denunciou cerceamento na posse de diretores escolares, acusando a Prefeitura de impedir a fala de um representante da categoria. O episódio reforça o clima de confronto que marca a relação entre o grupo de JHC e setores organizados da sociedade.
O cenário, portanto, é de reviravolta: JHC tenta se firmar como alternativa viável ao palácio, mas precisa equilibrar o diálogo com o Planalto e a resistência que enfrenta em Brasília e em Maceió. O próximo passo esperado é a oficialização da pré-candidatura e a costura de alianças que possam sustentar o projeto.
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