A Coreia do Norte elevou o tom contra os Estados Unidos após a revisão da doutrina nuclear americana, que prevê modernização do arsenal e novas diretrizes de uso. Pyongyang classificou a medida como uma ameaça direta à estabilidade da península coreana e prometeu resposta à altura.

Em comunicado oficial, o regime de Kim Jong-un denuncia a estratégia como um pretexto para ampliar a presença militar dos EUA na região. O texto também critica os exercícios conjuntos com a Coreia do Sul, vistos como ensaio para uma invasão.

Analistas apontam que a retórica dura pode preceder novos testes de mísseis, em um ciclo de provocações que já se tornou padrão. O diálogo entre as partes segue congelado desde o fracasso das cúpulas de 2019.

O próximo passo esperado é a reação de Washington e Seul, que devem reforçar a dissuasão sem ceder ao discurso de confronto. A região permanece em alerta máximo, com a comunidade internacional monitorando qualquer movimento de Pyongyang.

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