O governo federal editou medida provisória que amplia os recursos destinados a programas de crédito estatal. A decisão chega em um momento em que a guerra no Oriente Médio eleva os custos do crédito privado e aumenta a procura por alternativas públicas.
O conflito regional tem pressionado o sistema financeiro global, e o crédito privado ficou mais caro e escasso. Com isso, empresas e famílias passaram a buscar linhas oficiais, o que motivou o reforço no orçamento dos programas federais.
A medida se soma a outras ações recentes, como o socorro de R$ 18,5 bilhões a empresas atingidas pelo tarifaço dos EUA e a ampliação do fundo de segurança do BID para US$ 4 bilhões. O cenário indica que o Estado deve seguir como fiador do crédito enquanto a instabilidade internacional perdurar.
O próximo passo é a tramitação da MP no Congresso, onde deve enfrentar debate sobre o impacto fiscal. A expectativa é que a oposição critique o aumento dos gastos públicos, enquanto a base aliada defende a medida como necessária para evitar uma crise de liquidez.
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