A Prefeitura de Rio Largo, na Região Metropolitana de Maceió, fechou um contrato de R$ 1 milhão para comprar a coleção de livros “Vozes Negras” sem licitação. O extrato do acordo, publicado no Diário Oficial, não detalha quantos exemplares serão adquiridos nem o valor unitário de cada obra.

O contrato, assinado por inexigibilidade, levanta questionamentos sobre a transparência da gestão municipal. A modalidade é usada quando há inviabilidade de competição, mas a falta de informações básicas no extrato dificulta o controle social e alimenta suspeitas de superfaturamento.

Especialistas em direito público apontam que a ausência de detalhamento pode violar princípios da administração pública, como publicidade e eficiência. A prefeitura ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso, que já repercute nos bastidores políticos de Alagoas.

O próximo passo esperado é que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) analise o contrato e exija esclarecimentos. Enquanto isso, a oposição local promete cobrar explicações na Câmara de Vereadores, colocando o tema no centro do debate político regional.

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