Alcolumbre destrava PEC do fim da escala 6×1 após diálogo com Lula; pauta prioritária do governo avança no Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, despachou nesta sexta-feira (14) para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a proposta de emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala de trabalho 6×1, após manter diálogo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A medida, que já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados, é considerada prioritária pelo Executivo e agora segue para análise dos senadores.

Em nota oficial, Alcolumbre confirmou a conversa com Lula na última quarta-feira (12), classificando o encontro como “um diálogo maduro, franco e republicano”. Segundo o senador, a reunião foi fundamental para alinhar as prioridades do governo e tratar da agenda legislativa de interesse do país. A PEC estava parada na mesa do presidente do Senado desde o final de maio, após ter sido aprovada em dois turnos na Câmara.

Pautas prioritárias do Executivo avançam no Senado

Além da PEC do fim da escala 6×1, Alcolumbre também encaminhou para as comissões competentes a PEC da Segurança Pública (PEC 18/2025) e o projeto de lei que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PL 2780/2024), ambos listados como prioridades do governo. A decisão amplia o alcance da articulação política entre Executivo e Legislativo, sinalizando um esforço para destravar a agenda econômica e social no Congresso.

“Cabe ao Executivo apresentar suas prioridades e ao Congresso Nacional analisá-las com independência e a responsabilidade de construir os melhores caminhos para o país”, afirmou Alcolumbre na nota. A líder do governo no Senado, Teresa Leitão, também acompanha os desdobramentos e deve atuar para garantir celeridade na tramitação das matérias.

O movimento ocorre em um cenário de intensa negociação política, em que o governo busca aprovar reformas estruturantes e medidas de impacto social. A PEC do fim da escala 6×1, por exemplo, é uma demanda histórica de movimentos trabalhistas e sindicatos, que defendem a redução da jornada como forma de melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores. Por outro lado, setores empresariais criticam a proposta, argumentando possíveis impactos na produtividade e nos custos das empresas.

A tramitação da PEC na CCJ será acompanhada de perto por parlamentares, entidades civis e pela sociedade. A expectativa é que o relator seja definido nas próximas semanas, dando início ao debate sobre o mérito da proposta. Caso aprovada na comissão, a PEC seguirá para o plenário do Senado, onde precisará de votos de três quintos dos senadores para ser aprovada em dois turnos.

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