Os números são alarmantes e acendem o alerta na educação alagoana. Segundo o Saeb 2023, 59% dos alunos da rede pública estão no nível insuficiente em matemática, enquanto apenas 5% conseguem um resultado considerado bom. O diagnóstico expõe um desafio estrutural que atravessa gestões e cobra respostas urgentes dos próximos governantes.
O cenário não é apenas estatístico: reflete a realidade de milhares de famílias que ouvem em casa a queixa recorrente de que a disciplina é um bicho de sete cabeças. Especialistas ouvidos apontam que a culpa não é dos estudantes, mas de um modelo de ensino que falha na base e não consegue engajar. A defasagem começa cedo e se arrasta até o ensino médio, comprometendo o futuro profissional de toda uma geração.
O debate sobre a qualidade do ensino ganha contornos políticos em Alagoas, especialmente com a aproximação das eleições de 2026. O pré-candidato ao governo João Henrique Caldas (JHC) terá de apresentar propostas concretas para reverter esse quadro, que vai muito além do discurso. A educação é um dos termômetros mais sensíveis para o eleitor, e os dados do Saeb serão usados como munição na disputa.
O próximo passo esperado é que os candidatos ao Palácio República dos Palmares detalhem planos de investimento em formação de professores, material didático e tecnologia nas salas de aula. Sem isso, o índice de reprovação e a aversão à matemática tendem a se perpetuar, mantendo Alagoas na lanterna dos rankings nacionais.
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