Dino leva ao plenário físico do STF julgamento sobre R$ 6,1 bi de perdas da poupança com planos econômicos

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), levou ao plenário físico o julgamento que discute o pagamento de R$ 6,1 bilhões em perdas da poupança causadas por planos econômicos das décadas de 1980 e 1990. A análise começou nesta sexta-feira no plenário virtual, mas um pedido de destaque interrompeu o rito eletrônico e transferiu a decisão para a sessão presencial.

Na prática, o caso envolve poupadores que alegam ter direito ao ressarcimento de perdas inflacionárias provocadas por planos como o Bresser, Verão e Collor. O relator, ministro André Mendonça, já havia votado pela rejeição do pedido que garantiria a todos os elegíveis o pagamento integral das perdas, o que gerou expectativa de um desfecho desfavorável aos correntistas.

A mudança para o plenário físico ocorre em meio a um cenário de pauta quente na Corte, que também analisa outros temas sensíveis, como a revisão da vida toda para aposentados e o julgamento sobre o resgate do BRB com imóveis públicos. O destaque, no entanto, não indica necessariamente um novo rumo, mas adia uma definição que pode impactar milhões de brasileiros.

O próximo passo agora é a inclusão do processo na pauta do plenário físico, sem data confirmada. Enquanto isso, poupadores e instituições financeiras seguem monitorando os desdobramentos, cientes de que a decisão final do STF pode reabrir ou enterrar de vez a discussão sobre os planos econômicos.

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