A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) anunciou que vai seguir a regra do Comitê Olímpico Internacional (COI) para definir quem pode atuar na Superliga Feminina. A medida, que ainda não foi oficializada em edital, já coloca em xeque a participação de Tifanny, uma das principais jogadoras da modalidade.
A atleta, que é transexual e atua no vôlei feminino desde 2017, pode ser barrada caso os critérios de elegibilidade sejam alterados. A nova orientação do COI, adotada em 2021, deixou de exigir cirurgia ou tratamento hormonal, mas passou a avaliar cada caso de forma individual, o que gera insegurança jurídica e esportiva.
Nos bastidores, a decisão da CBV é vista como uma resposta a pressões de federações internacionais e clubes, que questionam a competitividade da atleta. Por outro lado, entidades de defesa dos direitos LGBTQIA+ já sinalizam que vão recorrer, caso a exclusão seja confirmada.
O próximo passo é a publicação do regulamento oficial da Superliga, prevista para as próximas semanas. Até lá, Tifanny segue treinando, mas o clima é de apreensão nos corredores do vôlei brasileiro.
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