Selo real de 2 mil anos no Tajiquistão pode reescrever a história da Ásia Central

Uma descoberta arqueológica no Tajiquistão promete mexer com os livros de história: um selo real de aproximadamente 2 mil anos foi encontrado, trazendo à tona novas pistas sobre o Império Kushan, uma das civilizações mais influentes da Ásia Central. O artefato, que pertencia a autoridades do império, pode mudar a forma como estudiosos entendem as práticas administrativas da época.

O selo, esculpido em pedra, apresenta símbolos que indicam o uso oficial em documentos e correspondências, algo raro de se encontrar intacto. Para os pesquisadores, a peça é uma evidência concreta de como o Império Kushan organizava seu governo e controlava territórios que hoje abrangem Tajiquistão, Afeganistão e partes da Índia e do Paquistão.

A descoberta levanta questionamentos sobre a extensão do poder kushan e suas relações comerciais e diplomáticas com outras potências da época, como Roma e a China. Especialistas acreditam que o selo pode ser a chave para decifrar documentos antigos que até agora eram considerados enigmáticos.

O próximo passo, segundo os arqueólogos, é realizar análises mais aprofundadas do material e comparar o selo com outros artefatos já catalogados. A expectativa é que novas escavações na região do Tajiquistão tragam mais peças que ajudem a montar o quebra-cabeça histórico da Ásia Central, um território que ainda guarda muitos segredos sob a terra.

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