A candidata ao Senado por Alagoas, Marina JHC (PSDB), declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 47.041.164,18 nas eleições de 2026, conforme dados do pedido de registro de candidatura disponibilizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Desse total, R$ 42.028.955 referem-se a participações societárias, o que representa cerca de 89% de todos os bens informados. A declaração, protocolada no âmbito da corrida eleitoral alagoana, coloca a candidata em posição de destaque financeiro entre os concorrentes ao Senado, em um pleito que também define o governo estadual e a composição do Congresso Nacional.
Os dados, divulgados pelo g1 Alagoas, revelam que o item de maior valor na declaração de Marina é exatamente o de participações em empresas, avaliado em R$ 42.028.955. Além disso, a candidata informou possuir imóveis, veículos, aplicações financeiras, dinheiro em espécie e créditos. Esta é a primeira eleição disputada por Marina, portanto não há declaração de bens de pleitos anteriores para comparação. Antes da definição da candidatura ao Senado, ela havia sido anunciada pelo PSDB como candidata a deputada federal nas eleições deste ano, o que demonstra uma articulação política que a levou a concorrer à vaga no Legislativo federal.
Imóveis declarados somam mais de R$ 3,5 milhões
Na relação de bens, Marina declarou seis registros classificados como apartamentos, que somam R$ 3.591.272,57. O imóvel de maior valor é 50% de um apartamento em Maceió, avaliado em R$ 1.530.315,17. A candidata também declarou 50% de um apartamento em São Paulo, no valor de R$ 725 mil, além de dois registros de apartamentos residenciais em Maceió avaliados em R$ 600 mil cada. Outros dois registros de unidades imobiliárias residenciais na capital alagoana foram declarados por R$ 67.978,70 cada.
Veículos, investimentos e dinheiro em espécie
Em relação a veículos, Marina declarou três itens, que somam R$ 704.322. Dois veículos automotores terrestres foram informados pelos valores de R$ 355 mil e R$ 329 mil, enquanto uma motocicleta foi declarada por R$ 20.322. A candidata também informou R$ 412.151,76 em aplicações e investimentos e R$ 180 mil em dinheiro em espécie. A relação inclui ainda R$ 124.462,85 em créditos e outros direitos. Somados, os bens chegam a R$ 47.041.164,18.
O g1 entrou em contato com a candidata para comentar os valores divulgados pela Justiça Eleitoral, mas não obteve resposta até a última atualização da reportagem. A divulgação do patrimônio ocorre em um momento de intensa movimentação política em Alagoas, com a oficialização de coligações e a definição de candidaturas majoritárias e proporcionais. A declaração de bens é um requisito legal para o registro de candidatura e serve como instrumento de transparência para o eleitorado, que poderá avaliar a evolução patrimonial dos postulantes ao longo do mandato, caso eleitos.
O cenário eleitoral alagoano para 2026 é marcado por alianças estratégicas e disputas acirradas. A candidatura de Marina ao Senado integra um movimento mais amplo de articulação política, que envolve o pré-candidato ao governo de Alagoas, João Henrique Caldas (JHC), e o deputado federal Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados. A coligação que oficializou a chapa majoritária, com JHC como candidato ao governo e Célia Rocha como vice, também lançou Arthur Lira ao Senado, em uma composição que busca consolidar forças no estado. A presença de Marina na disputa, com um patrimônio expressivo, pode influenciar a percepção de viabilidade financeira da campanha, embora a legislação eleitoral limite gastos e exija prestação de contas detalhada.
Além de Marina, outros candidatos ao Senado por Alagoas também declararam bens à Justiça Eleitoral, e a comparação entre os patrimônios pode ser um fator de análise para o eleitor. A divulgação dos dados ocorre em meio à campanha eleitoral, que se intensifica com a proximidade do pleito de outubro. A Justiça Eleitoral disponibiliza as informações para consulta pública, reforçando o princípio da transparência. A ausência de resposta da candidata sobre os valores, até o momento, não invalida a declaração, mas abre espaço para questionamentos sobre a origem e a evolução do patrimônio, tema recorrente em disputas eleitorais no Brasil.
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