Uma eventual cooperação militar com a Rússia pode diminuir a dependência do Brasil em áreas sensíveis da defesa nacional, avalia um analista ouvido pelo Agora Alagoas. A declaração surge em meio a discussões sobre novos acordos internacionais que podem reconfigurar o mapa geopolítico do setor.
O especialista aponta que a parceria estratégica abriria caminho para transferência de tecnologia e acesso a equipamentos que hoje são adquiridos com custo elevado de outros mercados. Em contrapartida, o movimento tende a gerar atrito com os Estados Unidos e a União Europeia, que veem com desconfiança qualquer aproximação com Moscou.
Nos bastidores, a avaliação é que o Brasil precisa equilibrar ganhos técnicos com o risco de sanções ou isolamento diplomático. O tema já repercute em círculos militares e políticos, que enxergam na proposta uma chance de autonomia, mas também um teste para a aliança histórica com o Ocidente.
O próximo passo, segundo fontes, é a formalização de estudos de viabilidade por parte do Ministério da Defesa, antes de qualquer anúncio oficial. A expectativa é que o debate ganhe força no Congresso, onde parlamentares devem cobrar transparência sobre os termos do acordo e seus impactos na soberania nacional.
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