Há uma semana, a Polícia Federal deflagrou uma operação que escancarou o que já é tratado como o maior escândalo de corrupção da história de Maceió. O alvo: investimentos milionários do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos do Município (Iprev Maceió) no Banco Master, realizados durante a gestão do então prefeito João Henrique Caldas (JHC), hoje pré-candidato ao governo de Alagoas.
A ação, ocorrida na última segunda-feira (10), levantou suspeitas sobre a aplicação de recursos públicos em um banco que, segundo investigações, teria sido usado para desviar dinheiro da previdência municipal. O caso ganhou repercussão nacional e acirrou os ânimos no cenário político local, com cobranças por transparência e punição.
Senadores já prometeram responsabilizar os envolvidos. “Quem roubou vai ter que devolver”, afirmou um parlamentar, enquanto outro pediu o bloqueio de bens do ex-prefeito e do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A Justiça Eleitoral, por sua vez, rejeitou uma tentativa de censura da Federação PSDB/Cidadania contra a imprensa alagoana, garantindo a continuidade das reportagens sobre o caso.
O escândalo coloca JHC, que tenta se viabilizar como candidato ao Palácio dos Palmares, em posição delicada. A ligação com o Banco Master, questionada pelo senador Renan Calheiros, pode se tornar o principal obstáculo de sua pré-campanha. Nos próximos dias, espera-se que novas revelações da PF e os desdobramentos judiciais definam o rumo da investigação e o impacto na corrida eleitoral de 2026.
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