O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o ex-presidente Jair Bolsonaro a sair para uma consulta odontológica, mas vetou que o atendimento seja feito pela nora dele, que é dentista. A decisão atende parcialmente ao pedido da defesa, que queria liberar o encontro com a profissional da família.
Na prática, Bolsonaro poderá ir ao dentista, mas terá de escolher outro profissional, já que a restrição imposta pelo magistrado impede o atendimento pela esposa do filho Flávio Bolsonaro. A medida levanta questionamentos sobre os critérios adotados pelo STF em relação aos contatos do ex-presidente durante o período de restrições impostas pela Corte.
A defesa de Bolsonaro argumentou que a consulta seria necessária para tratar de um problema odontológico, mas o ministro entendeu que a presença da nora não era indispensável. A decisão, assinada nesta semana, gerou reações nos bastidores políticos, com aliados ironizando a necessidade de vetar um atendimento familiar.
O caso reforça o cerco judicial ao ex-presidente, que segue com a liberdade condicionada a autorizações pontuais. A defesa já havia pedido autorização específica para a consulta, mas agora terá de buscar um novo profissional para o atendimento.
Nos próximos dias, a expectativa é que a defesa avalie se recorrerá da decisão ou se buscará outra alternativa para resolver a questão odontológica de Bolsonaro, enquanto o STF mantém o controle sobre os passos do ex-presidente.
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