A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou a operação ‘Golpe de Fé’ para desarticular um esquema criminoso que operava um falso banco vinculado a uma igreja no estado. A investigação aponta que o esquema prometia rendimentos de até 10% ao mês e teria causado prejuízo superior a R$ 1 milhão às vítimas. A ação, que ocorre em meio a um cenário de crescentes golpes financeiros no país, reforça a necessidade de atenção a promessas de ganhos fáceis e a atuação de instituições não regulamentadas.
De acordo com as autoridades, o esquema funcionava com a captação de recursos de fiéis e outras pessoas, sob a promessa de retornos financeiros excepcionais. Os valores eram desviados para contas controladas pelos investigados, sem qualquer lastro real de investimento. A operação cumpre mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos suspeitos, incluindo a sede da igreja e residências dos envolvidos.
Como funcionava o golpe
As investigações revelaram que o falso banco utilizava a estrutura da igreja para dar credibilidade ao esquema. Os golpistas abordavam vítimas em cultos e eventos religiosos, oferecendo investimentos com rentabilidade mensal de até 10%, muito acima do mercado financeiro legal. As vítimas, confiando na fé e na aparência de legitimidade, depositavam valores que variavam de pequenas quantias a montantes significativos, totalizando mais de R$ 1 milhão em prejuízo.
Os investigadores apontam que os recursos eram rapidamente sacados ou transferidos para contas de laranjas, dificultando o rastreamento. A operação ‘Golpe de Fé’ é mais um capítulo na luta contra fraudes financeiras que têm atingido diversos estados brasileiros, como mostram outras ações recentes, como a Operação Criptoabate, que investiga um golpe de R$ 37 milhões contra uma aposentada, e a Operação Falsa Gerente, que prendeu suspeitos de causar prejuízo de R$ 200 mil a uma servidora em Alagoas.
Panorama e alertas
O caso no Rio de Janeiro evidencia uma tendência de golpes que exploram a confiança religiosa e a vulnerabilidade financeira das pessoas. Especialistas alertam que promessas de rendimentos fixos e elevados, como os 10% ao mês, são um forte sinal de esquema fraudulento. Instituições financeiras legítimas são reguladas pelo Banco Central e não oferecem retornos tão altos sem risco.
A polícia orienta que, antes de realizar qualquer investimento, as pessoas verifiquem o registro da instituição no Banco Central e desconfiem de ofertas que pareçam boas demais para ser verdade. Em caso de suspeita, a recomendação é registrar boletim de ocorrência e buscar orientação de órgãos de defesa do consumidor. A operação ‘Golpe de Fé’ segue em andamento, e mais detalhes sobre os investigados e possíveis novas vítimas devem ser divulgados nos próximos dias.
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