O pré-candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos, afirmou nesta terça-feira (18) que acabar com a escala de trabalho 6×1 no Brasil é uma “maluquice”. Em participação no evento Encontro com Presidenciáveis – Diálogo pelo Futuro do Brasil, promovido pela União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (Unecs), ele também declarou que a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) “já era” e defendeu o fim da Justiça do Trabalho no país. As declarações ocorreram em meio a um cenário de disputa eleitoral acirrada, com outros candidatos ao Planalto, como Augusto Cury (Avante), também presentes ao evento.
Durante sua fala, Renan Santos foi enfático ao criticar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho, já aprovada pela Câmara e em análise no Senado. “[O fim da 6X1] é uma maluquice. O Congresso Nacional está tomado por covardes. Se acovardaram diante do governo e do projeto daquela Erika Hilton. Isso vai ser quebradeira da economia. No meu governo, isso vai ser enterrado. Não vamos mais ouvir falar disso. E precisamos acabar com a Justiça do Trabalho”, declarou o pré-candidato, referindo-se à proposta defendida pelo governo Lula.
Reforma trabalhista e fim da CLT
Em outro momento, Renan Santos defendeu uma nova reforma trabalhista, argumentando que a CLT está ultrapassada. “A CLT já deu. Já era. A maior parte dos serviços estão trabalhando com o regime microempreendedor individual (MEI). Que tal agora a gente criar um regime definitivo, pela hora de trabalho? É o que o meu governo vai criar. Um regime que remunera pela hora de trabalho. O lobby da Justiça do Trabalho, o lobby dos políticos de esquerda é sempre para desunir e atrapalhar pessoas que no fim do dia são colaboradores”, afirmou.
Ataques ao Congresso e a Alcolumbre
Na sabatina promovida pela Unecs, Renan Santos também fez duras críticas ao Congresso Nacional. Ele classificou o Poder Legislativo como “cheio de vagabundos” e afirmou que os parlamentares são “escravos” do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). As declarações acirram o tom da disputa política, em um momento em que o Congresso analisa pautas sensíveis como a reforma tributária e a regulamentação da inteligência artificial.
O evento da Unecs reuniu presidenciáveis para discutir propostas voltadas ao setor de comércio e serviços, que representa parcela significativa do PIB nacional. A fala de Renan Santos, no entanto, concentrou-se em temas trabalhistas e institucionais, sinalizando uma plataforma de choque com o atual cenário político. A proposta de redução da jornada, que tramita no Senado, segue como um dos principais pontos de divergência entre os candidatos, com impactos diretos na economia e nas relações de trabalho.
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