Vorcaro muda de defesa e sinais apontam para delação

Banqueiro Daniel Vorcaro troca de advogado após o STF formar maioria para mantê-lo preso. Novo defensor é conhecido por apoiar delação premiada no caso do banco Master.

Vorcaro muda de defesa e sinais apontam para delação

Daniel Vorcaro troca sua equipe jurídica após o Supremo Tribunal Federal decidir manter sua prisão preventiva, abrindo possibilidades para uma delação premiada envolvendo o banco Master.

O banqueiro deixa de ser defendido por Pierpaolo Bottini, contrário à estratégia de colaboração com a justiça, e passa a contar com José Luís Oliveira Lima, conhecido como Juca. O criminalista defende a delação premiada como ferramenta legítima de defesa, posição que expressou publicamente em entrevista à GloboNews há um ano.

A mudança ocorre após a Segunda Turma do STF confirmar a manutenção da prisão de Vorcaro, determinado pela Operação Compliance Zero. Segundo análise de advogados que acompanham o caso, a confirmação da prisão intensifica pressão sobre o banqueiro e aumenta a viabilidade de um acordo de colaboração com autoridades.

Na quinta-feira anterior à decisão, a defesa negou qualquer negociação com a Procuradoria-Geral da República sobre delação premiada, por meio de comunicado oficial. A assessoria alegou que informações sobre possíveis tratativas tinham objetivo de prejudicar o exercício adequado da defesa naquele momento.

Decisão da Corte confirma prisão

O ministro André Mendonça, relator do caso, votou primeiro, caracterizando Vorcaro como integrante de uma organização criminosa armada e perigosa. Seus votos foram acompanhados pelos ministros Luiz Fux e Nunes Marques, formando maioria.

A decisão também manteve presos outros três investigados: Fabiano Campos Zettel (cunhado de Vorcaro), Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão e Marilson Roseno da Silva. O ministro Dias Toffoli se declarou suspeito de participar do julgamento, devido a conexões anteriormente investigadas com Vorcaro.

Vorcaro permanece em regime de prisão preventiva desde março, transferido para a Penitenciária Federal de Brasília, onde passa pelo período de adaptação regulamentado. A próxima etapa do caso dependerá de como a defesa conduzirá sua estratégia jurídica nos próximos meses.

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