PL lidera candidaturas ao Senado em 2026, mas perfil segue masculino e branco

As eleições de 2026 terão 315 candidatos disputando as 54 vagas do Senado Federal, número 16% menor que o registrado em 2018, quando 385 pessoas concorreram ao cargo. O Partido Liberal (PL) lidera com 33 candidaturas, cerca de um em cada dez nomes, seguido pela Unidade Popular (UP), com 23, e pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), com 21. Os dados foram divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e analisados pelo g1.

O comparativo com 2018 é referência porque foi a última eleição em que estavam em disputa duas cadeiras por estado, como ocorre agora. Naquele ano, a média era de 7,2 candidatos por vaga; em 2026, caiu para 5,8. A redução no total de candidaturas reflete mudanças no cenário partidário, com siglas criadas, extintas ou incorporadas no período.

Distribuição partidária e quedas expressivas

As 315 candidaturas estão distribuídas entre 29 partidos. Entre os 19 partidos que lançaram candidatos tanto em 2018 quanto em 2026, o PSDB registrou a maior queda: passou de 25 para 8 candidatos, redução de 17 nomes. Rede e PSOL também encolheram, com 16 e 15 candidatos a menos, respectivamente. Em 2018, o PSOL havia sido o partido com mais candidatos ao Senado, com 23 nomes.

Perfil: homens, brancos e casados ainda dominam

Apesar do avanço de mulheres e negros, o perfil predominante entre os candidatos ao Senado permanece o mesmo de 2018: homem, branco, casado e com 50 anos ou mais. Dos 315 candidatos, 245 são homens (78%) e 69 são mulheres (22%). A participação feminina cresceu 3 pontos percentuais em relação a 2018, quando era de 19%, mas ainda está abaixo da média geral da eleição, em que as mulheres representam 34,8% de todas as candidaturas registradas.

Na questão racial, 192 candidatos se declaram brancos (61%) e 117 se declaram pretos ou pardos (37%). Em 2018, pretos e pardos somavam cerca de 32% das candidaturas ao Senado, enquanto brancos eram 63%. O aumento da participação negra, embora positivo, ainda fica aquém do percentual geral de candidaturas negras na eleição de 2026.

O levantamento completo, incluindo dados sobre estado civil, faixa etária e escolaridade, foi publicado pelo g1 com base em informações do TSE. A análise reforça que, embora haja avanços, a representatividade no Senado ainda está longe de espelhar a diversidade da população brasileira.

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