Uma operação da Polícia Militar na comunidade da Cidade de Deus, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro, terminou com cinco ônibus sequestrados e usados como barricadas por criminosos. O caso ocorreu na tarde desta quarta-feira, 19 de agosto de 2026, durante uma ação para conter ataques e tentativas de expansão do Comando Vermelho em Jacarepaguá, conforme apurado pelo portal Tribuna do Sertão.
De acordo com as primeiras informações, os agentes foram recebidos a tiros e os criminosos interditaram vias com os veículos coletivos para impedir a progressão das viaturas. A estratégia de usar ônibus como escudo humano e obstáculo é recorrente em comunidades dominadas por facções, mas a quantidade de veículos sequestrados em uma única ação chama atenção e expõe a ousadia do tráfico local.
Panorama da operação e impacto na população
A ação policial ocorre em um momento de tensão crescente na Zona Oeste do Rio, onde o Comando Vermelho tenta expandir seu domínio territorial. A Cidade de Deus, historicamente uma comunidade com forte presença de milícias e facções, voltou a ser palco de confrontos intensos. Moradores relatam que o transporte público foi paralisado e que escolas e comércios fecharam as portas por segurança.
Os cinco ônibus sequestrados foram abandonados em pontos estratégicos, formando barricadas que dificultaram a chegada de reforços e a saída de moradores. A PM não confirmou se houve reféns ou feridos até o fechamento desta matéria, mas a informação preliminar é de que os criminosos fugiram após o confronto, deixando os veículos incendiados em alguns pontos.
Contexto de violência e resposta do Estado
O episódio na Cidade de Deus não é isolado. Dados recentes de institutos de segurança apontam que a Zona Oeste do Rio concentra mais de 40% dos homicídios do estado, com disputas acirradas entre o Comando Vermelho e outras organizações criminosas. A operação desta quarta-feira integra um pacote de ações planejadas para retomar territórios estratégicos, mas a reação violenta evidencia a complexidade do confronto urbano.
Especialistas ouvidos pela reportagem destacam que o uso de ônibus como barricada é um sintoma da falta de integração entre políticas de segurança pública e mobilidade urbana. Enquanto o Estado investe em blindagem de viaturas e inteligência, o tráfico adapta táticas de guerrilha, colocando a população civil no centro do fogo cruzado. A Tribuna do Sertão segue acompanhando os desdobramentos e aguarda posicionamento oficial da Secretaria de Estado de Polícia Militar sobre o balanço da operação.
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